Trekking nocturno na Serra de Sintra


Organização:  RITUAIS

Local de encontro:  Palácio da vila em Sintra

Quando:  Sexta-feira, 20.JAN.2006

Início: 21:00

Fim:  01:00 (21.jan.2006)

Relatório:

Foi uma actividade nocturna de nível 1 (fácil). O objectivo era a percepção nocturna do espaço envolvente, em final de fase de lua cheia...

Fiquei surpreendido com o número de pessoas que aderiram a uma actividade menos "ortodoxa". Pensava que iriam poucos à nocturna e na verdade o grupo era bem grandinho.

Cheguei alguns minutos depois das 9:00 e já lá estavam todos. Isto é que é pontualidade!
Havia muita gente que alinhava pela primeira vez. Alguns que eu ainda não conhecia. Por isso tratei de cumprimentar toda a gente. E por lá ficámos ainda uma meia hora à conversa porque estas coisas dos "cumbibios" são também para conversar.

A parte inicial do percurso era por um caminho estreito, entre muros e com alguns obstáculos constituídos por pedras e árvores cujos ramos baixos por vezes se contrapunham ao sentido de progressão.

Muitas vezes tinha de tactear as pedras com a biqueira das botas porque os olhos não se conseguiam adaptar à escuridão.

Além do luar não estar de feição, as luzes de algumas lanternas também não facilitavam.
É um facto que a pupila dos olhos dilata para se adaptar à escuridão. Mas basta um rasgo de luz para que volte a contrair e a partir daí, já não conseguimos ver mais nada.

(...)Logo a seguir chegámos a um edifício abandonado e com ar de ter já acolhido algumas "raves". Parece que foi pousada da juventude e era bom que recuperassem aquele espaço.
O grupo por algumas vezes dispersou um bom bocado. Com tanta gente há sempre ritmos diferentes. Mas a frequência destas actividades tem exactamente por objectivo tentar meter o maior número possível de pessoas ao mesmo nível de andamento para que possamos depois fazer coisas mais "puxadas".

Alguns compassos de espera e depois de reagrupados, lá seguimos serra acima.

Paragem para ver "Sintra by night". Lá em cima está um friozinho cortante.
Paramos junto a uma casa habitada e depois vamos até a um miradouro com uma grande cruz.

Retomamos o caminho e um pouco mais à frente iniciamos o percurso descendente. Por vezes o chão é escorregadio. Sobretudo quando retomamos o percurso urbano em piso empedrado.

Todos estão animados! Brinca-se com tudo o que pode servir de motivo.
O percurso está quase terminado e por isso é hora de retemperar forças com o que se leva nas mochilas.
No meu caso, uma sandocha e um chocolate quente e a fechar, mais uma golada da "sorraipa" que ia na garrafa metálica.

 

Estava terminada mais uma actividade!

 

 

 

(Adaptado de texto de Paulo Alves, publicado no site 'Rituais')