Passeio pedestre do Meco ao Cabo Espichel

Organização:  OBETA - Paulo Mazzetti

Quando:  13/06/2006

Relatório:

 

Caros amigos,


Aproveitando o feriado de Santo António em Lisboa, eu, o Paulo Mazzetti, o Carlos Mendes, o Jacinto e a Olga, reeditámos um já conhecido percurso pedestre de que todos então gostámos muito, entre a Praia do Meco e o Cabo Espichel.

Após nos encontrarmos no Cabo Espichel, onde deixámos 2 carros, partimos para a Praia do Monte de Baixo (um pouco antes da Praia do Meco), tendo começado logo com uma subida a pique por um caminho de areia.
Após recuperar o fôlego, continuámos ainda por trilhos de areia, mas agora mesmo junto ás falésias, observando o mar e a praia lá em baixo. O tempo estava nublado, mas o ar estava um pouco abafado, pelo que fazia um certo calor.

Chegando à Praia do Meco, parámos para petiscar qualquer coisa, retomando então o passeio por um caminho cheio de salgueiros, até chegarmos de novo junto ás falésias.

Tenho que destacar aqui o Jacinto, que deu um toque cultural nunca atingido antes nestes passeios, ao recitar durante várias partes da caminhada, poemas de Fernando Pessoa, António Gedeão, e Mário de Sá Carneiro.

Animados por este belos versos, em breve chegámos a um vale extremamente cavado (junto á Praia do Rio da Prata), que nos obrigou a descer e depois a subir imenso.

Depois de um breve descanso, em que aproveitámos para comer e beber mais qualquer coisa que trazíamos nas mochilas, continuámos a andar, passando por algumas praias muito bonitas mas com pouca areia. Por esta altura, abandonámos o caminho principal, e metemos por uns atalhos mais difíceis, que nos obrigaram a usar mais os músculos das pernas e a estar mas atentos.

A certa altura, o Paulo e o Jacinto, acompanhados pelo Carlos, meteram-se por um caminho mais ousado e perigoso, tendo eu e a Olga seguido por outro um pouco mais fácil. Mas tudo correu bem, e encontrámo-nos todos um pouco mais à frente.

Depois de passada mais uma praia, e mais um pequeno vale, entrámos na zona das abruptas falésias do Espichel, onde visitámos as famosas pegadas de dinossauros. Seguimos em seguida pelo trilho principal até ao Cabo Espichel.
E quando já me estava a imaginar quase sentado na Tasca do Domingos, a comer ameijoas, mexilhões e choco frito, acompanhadas por umas imperiais, o Paulo e o Manuel surgiram com a ideia de continuar o percurso pedestre para visitar a “Chá dos Navegantes” e o Forte junto ao mar!

Ainda tentei dissuadi-los, mas eles estavam determinados, e como ninguém estivesse exausto, lá avançámos de volta ás falésias, mas agora para outro lado.
Depois de uma longa descida por trilhos muito rochosos, acabamos por chegar à chamada “Chá dos Navegantes”, um gigantesco buraco escavado pelo mar, do tipo da “Boca do Inferno”, mas bastante maior e com 2 pontes de pedra.

Depois seguimos em direcção até ao Forte da Baralha, que foi destruído por tiros de canhão aquando das invasões francesas.
Nesse local, no mar junto ás falesias, vimos então passar um sujeito sózinho num kayac, o que nos despertou logo o desejo de fazer também um passeio naquelas condições (o que mais tarde se veio a verificar...).

Finalmente iniciámos a longa subida que nos levaria de regresso ao Santuário da Nossa Senhora do Cabo, onde estavam estacionados os automóveis que tinhamos deixado de manhã.

Esta jornada de aventura terminou da melhor forma; após o regresso ao Meco para recuperarmos os restantes veículos aproveitamos também a oportunidade para petiscar uns saborosos mexilhões, o recheio de uma santola, e uma salada de polvo, tudo acompanhado de umas belas imperiais, numa tasca da Aldeia do Meco.

Foi espectacular !


 Saudações radicais

         António Campos

 

 

 

(Texto de António Campos, adaptado por Paulo Mazzetti)