1º Cruzeiro Obeta na Arrabida

Organização:  OBETA - Paulo Mazzetti

Quando:  25/06/2006

Relatório:

 

Caros amigos,


Anunciado com grande pompa e circunstância, realizou-se no dia 25 de Junho o primeiro cruzeiro OBETA, que consistiu num passeio pelas águas da Costa da Arrábida, a bordo de um antigo Galeão do sal, o "Pego do Altar", um veleiro tradicional totalmente construído em madeira.

Não consigo citar toda a gente que participou (25 adultos e algumas crianças), mas esteve presente grande parte do núcleo duro da OBETA acompanhado por muitos amigos.

Após embarcarmos, ouvimos uma pequena prelecção do nosso Comandante, de nome João Barbas, que nos contou de forma abreviada a história do barco, e o funcionamento da casa de banho, em particular o modo peculiar como se devia dar à bomba para accionar o autoclismo !

Depois de efectuada a manobra para sairmos do porto de Setúbal, desligou-se o motor e içou-se a vela, manobra que foi efectuada com a ajuda de alguns improvisados marinheiros da OBETA.

Zarpámos então em direccção a Tróia, e depois de uma pequena inflexão no percurso, navegámos paralelos à Costa da Arrábida, em direcção a Sesimbra.
Infelizmente o dia estava cinzento. Mas de vez em quando o sol resolvia espreitar timidamente por entre o manto das nuvens.

Numa dessas ocasiões em que também soprava pouco vento e se sentia realmente algum calor, o Paulo sugeriu a ideia de tomarmos todos um banho no mar!

O nosso Comandante, vendo que apenas uns poucos respondiam ao repto não achou nessário baixar de novo a vela e fundear o barco.
Em vez disso mandou colocar uma escada na amurada e lançar uma corda longa com uma bóia para que, no caso de alguém ficar para trás, a pudesse agarrar!

O Jacinto foi logo o primeiro a atirar-se ao mar. Seguiram-se mais alguns nadadores corajosos que não se deixaram intimidar pelas condições climatéricas!

Posso dizer que foi uma experiência cansativa porque se nadava apenas para acompanhar o rumo do barco, parecendo que estávamos imóveis relativamente a este.
Após este revigorante banho de mar, o barcou passou em frente à praia da Figueirinha. O nosso amigo Delfim entretanto serviu-nos um vinho do Porto acompanhado por uns bolinhos, o que nos aqueceu a alma.

Quando atingimos a praia do Portinho da Arrábida, fundeámos e resolvemos então servir o almoço.
Este foi excelente e variado, pois vários companheiros trouxeram comida que dava para um exército:
- Tortilhas, panadinhos, pizzas, frango, e muitas e boas sobremesas!
Depois de nos deliciarmos com este excelente almoço, o barco tomou então o sentido contrário e voltamos a navegar, mas desta vez em direcção á península de Tróia e ao estuário do Sado.

Duas horas decorreram até atingirmos aquele estuário, onde voltamos a fundear, perto de uma praia onde se situavam umas sumptuosas casas, autênticos palacetes de verão!
Iniciou-se então nova sessão de banhos. E desta vez foi o Orlando o primeiro a lançar-se à água!
Seguiram-se a Maria João, o Paulo e a Paula, o Jacinto e a Olga, eu, a Claudia (toda equipada para o mergulho em apneia), e mais um ou dois dos nossos amigos.

Nadámos todos em direcção à praia, mas enquanto a maioria quando lá chegou, resolveu ir tomar uma bica a um café muito fino que ficava nas imediações, eu decidi estender-me numa esprigaçadeira gozando qual lorde, o sol do fim de tarde!

Entretanto a Claudia desistiu do mergulho, dada a pouca visibilidade e profundidade da agua, e resolveu estender-se também na areia a apanhar os últimos raios de sol.
Quando os nossos amigos voltaram do café entramos então na agua para regressar ao barco.

Após levantar de novo a âncora, o Galeão entrou mais profundamente no estuário para que fosse possível observarmos alguns golfinhos.
Enquanto os simpáticos animais não apareciam entretivemo-nos com um jogo proposto pelo nosso amigo Jacinto, o qual consistia em tentar responder a diversas questões sobre literatura, música, cinema e história.
Até que subitamente, ouvimos o grito por que todos esperávamos:
- Golfinhos, ... golfinhos à vista !!!
Olhámos todos na direcção indicada e de facto lá estavam eles; um pequeno grupo familiar que ora mergulhava, ora vinha á superfície.
De início pareciam fugir de nós, mas depois o Comandante resolveu desligar o motor do barco e ficámos então a navegar silenciosamente à vela. E a medida pareceu ter surtido efeito porque pouco depois apareceram oito golfinhos a nadar muito perto do barco e paralelamente ao rumo deste!
Foi um momento muito alto deste passeio e o pessoal não parou de tirar fotografias, até que os golfinhos se fartaram de nós e foram-se embora.

O passeio acabou pouco depois, com o regresso ao porto de Setúbal.

Em resumo; apesar do dia ter estado sempre um pouco cinzento, e o sol ter-se limitado a espreitar timidamente aqui e ali, o primeiro cruzeiro OBETA foi um sucesso!
O convívio foi excelente, os banhos de mar estiveram óptimos, comemos muito bem, ninguém enjoou, e os golfinhos acrescentaram um toque final de magia e beleza a este passeio.

Aguardamos assim com expectativa pelo segundo cruzeiro OBETA já prometido para 2007.

 


 Saudações radicais

         António Campos

 

 

 

(Texto de António Campos, adaptado por Paulo Mazzetti)