De BTT pelos caminhos alentejanos do Monte da Ordem

Organização:  OBETA - Paulo Mazzetti

Quando:  19/11/2006

Relatório:

 

Caros companheiros,


Após as primeiras semanas de Novembro muito chuvosas, fomos desafiados (um pouco à última da hora), pelo Paulo Mazzetti, para um passeio de BTT no Alto Alentejo, algures entre Pavia e Aviz, e a sul da Barragem do Maranhão.
Responderam afirmativamente a este desafio, para além de mim e do Paulo, o Manuel e a Ana Paula.

Encontrámo-nos todos em Pavia, e depois de tomado um café, dirigimo-nos para o local da partida, um ponto perto da estrada N370, a norte da ribeira de Tera.
Quando lá chegamos, equipámo-nos e arrancámos logo com as bicicletas por trilhos de terra batida.

Devido ás chuvadas das semanas anteriores, os caminhos apresentavam-se aqui e ali cheios de sulcos, ou como a Ana Paula lhes chamava, “crateras”, que ela tentava desesperadamente evitar a todo o custo...

Subimos, descemos, voltamos a subir...E o trilho onde seguíamos ia ficando cada vez menos visível até que acabou mesmo por desaparecer. Grande mistério!
Consultando o GPS que o Paulo levava (e que parece que estava um pouco baralhado, tendo que ser posteriormente reconfigurado) chegamos então à conclusão que nos tínhamos enganado!
Depois de uma parte inicial correctamente feita desviámo-nos para Sul em direcção a Pavia, quando devíamos ter ido para Nordeste!
Assim, tivemos que voltar um pouco para trás, até encontrarmos de novo o trilho que nos levaria na direcção certa.

Resolvido este contratempo pudemos então retomar a rota correcta, desfrutando então da bela paisagem alentejana.

Devo dizer que nos deparámos com um Alentejo extremamente verde e cheio de pequenos lagos e ribeiras, o que por um lado era extremamente bonito, mas por outro nos trouxe algumas dificuldades, especialmente na passagem das ribeiras.

Após a chegada ao primeiro monte deste percurso, o monte Velho, iniciámos então uma descida que nos levaria, mais adiante a cruzar a primeira ribeira deste passeio; a ribeira da Calanua.

O evento provocou algum entusiasmo entre os participantes mais experientes nestas andanças e uma certa apreensão naqueles que ainda não se sentem totalmente confiantes a andar nestas maquinas.
No entanto a passagem revelou-se sem problemas de maior.

Após mais alguns quilómetros a rolar sem grandes dificuldades ou sobressaltos chegámos então ao pé de uma pequena represa sobre a ribeira da Gonçala.

Neste local resolvemos parar para descansar, almoçar o pouco que trazíamos connosco e observar contemplativamente a beleza das aguas da represa, que reflectiam placidamente o bonito céu que tínhamos por cima de nós.

Retomamos em seguida a marcha para nos cruzarmos um pouco mais á frente com a referida ribeira da Gonçala, que no local já apresentava alguma profundidade.
O Paulo, destemido, avançou a toda a força na bicicleta, e safou-se bem, embora como é evidente se tenha molhado um pouco.
Os restantes não se atreveram a tal, passando de pé em pé, por algumas pedras que aqui e ali se encontravam.

Após esta travessia iniciámos uma ascensão em direcção a um outro monte alentejano; o Monte da Gonçala, o qual se apresentava abandonado e já um pouco degradado.

Atravessamos aquela desolação e voltamos a descer para mais á frente cruzarmos uma ponte semi-destruída, situada sobre a ribeira de Almadafe e cujas margens se apresentavam cheias de árvores derrubadas.
Era nítido que tinha havido ali uma cheia, e que a água tinha passado por cima da ponte, causando todo aquele estrago.

Após a travessia da ponte iniciamos mais uma ascensão que nos levaria até perto do Monte da Ordem.
Fomos avançando, mas parando para nos reagruparmos de vez em quando, e a certa altura, já numa parte mais plana do percurso, e com o referido monte já à vista, avistámos um monumento megalítico; a anta da Ordem.
Neste local aproveitámos então para tirar algumas fotos de grupo.

Retomando a marcha chegámos ao pé do referido monte, este sim bem conservado e aparentemente transformado em casa de férias.
No monte iniciava-se uma estrada de alcatrão que percorremos até chegarmos ao cruzamento com a estrada nacional 370, a qual, tomando a direcção sul, nos levaria de novo em direcção a Pavia e logo até ao sitio onde tínhamos deixado os automóveis de manhã.

A ideia inicial era fazer apenas dois quilómetros nesta estrada até nos podermos desviar para o primeiro trilho de terra, que se apresentasse á nossa esquerda.
E seguindo esse trilho ir visitar os foros da Jordana, com a sua paisagem ondeada feita de cabeços cobertos de estevas floridas.

No entanto alguns elementos do nosso grupo já estavam muito cansados, e com a fome a apertar, decidimos então continuar todos juntos pela estrada até atingir o local onde estavam os carros, dando assim por terminado este passeio de BTT.

A segunda parte deste passeio ficou assim por fazer e será um óptimo pretexto para voltar a esta belíssima zona.

Depois de arrumadas as bicicletas e feita a mudança de roupa ainda fomos visitar nos carros a barragem do Maranhão.
Em seguida dirigimo-nos para Montemor-o-novo, onde saboreámos num restaurante “atascado” (o Escondidinho), algumas das especialidades gastronómicas típicas do Alentejo.

E assim terminou este passeio, tendo ficado prometido que voltaríamos a esta zona, para mais aventuras nas bicicletas.

 

 Saudações Radicais!

(Texto de António Campos com adaptação livre de Paulo Mazzetti)