Caminhada pelo vale do rio Xévora

Organização:  OBETA - Paulo Mazzetti

Quando:  3/12/2006

Relatório:

 

Caros companheiros,


A Obeta voltou de novo ao Alentejo para fechar as actividades de 2006 com um passeio pedestre pelo vale do rio Xévora, com ínicio e fim na milenar povoação de Ouguela, a Nordeste de Campo Maior.

Durante o percurso estavam previstas duas passagens sobre o rio.

A primeira era feita após a descida do monte onde ficava situada a referida povoação, percorridos os dois primeiros quilómetros, e em local situado perto do santuário e da ponte medieval da Nossa da Enxara.

O segundo ponto de travessia do rio seria efectuado no final do percurso descendente e permitiria o regresso ao ponto de origem, à povoação de Ouguela, por caminho distinto, possibilitando assim o fecho do círculo.

A primeira passagem fez-se bem porque era uma ponte de cimento armado, com altura razoável relativamente ao nível da água.
No entanto, atingido o segundo ponto de passagem, verificamos a impossibilidade de travessia porque a passagem era a vau e estava coberta pelas águas do rio.

Estando assim impossibilitados de atravessar de novo o rio no local previsto optámos então por seguir um pouco mais para diante, á aventura, para tentar encontrar outra passagem.

Mas revelou-se um esforço infrutífero! O rio apresentava de facto um caudal anormal, resultante das últimas e intensas chuvadas registadas na zona e como tal todas as possíveis zonas de passagem estavam cobertas por água.

Entretanto a noite já caía e havia que tomar opções!

Consultando a cartografia verificamos então que no ponto onde nos encontrávamos na altura, perto de um monte Alentejano, partia um caminho de terra que nos levaria de volta a Ouguela pela mesma margem onde nos encontrávamos.
A má noticia era que esse caminho não era direito, antes formando uma grande curva, o que aumentava a distancia percorrer em pelo menos mais 5 quilómetros.

Mas face ao facto de a noite estar a cair e de não levarmos connosco lanternas (uma completa “azelhice” da nossa parte), aventurar-nos a procurar outros itinerários seria uma completa loucura.
Decidimos pois fazer-nos ao caminho, seguindo o referido percurso.

O regresso foi assim algo penoso, feito durante a noite, procurando evitar os charcos que se formaram pela deposição das aguas da chuva, mas muitas vezes enterrando as botas até ao tornozelo em terreno enlameado.
Ainda por cima a certa altura começou a chover. Uma chuva miudinha mas insistente que nos acompanhou quase até ao final do percurso.

Ao longe avistávamos as luzes da povoação de Ouguela, encavalitada em cima do monte. Mas qual miragem, por mais que caminhássemos, pareciam continuar sempre distantes e inalcançáveis.

O estado de espírito não era portanto o melhor. Mas a malta participante, habituada a estas contingências não desanimou e manteve-se resoluta no seu objectivo de alcançar a povoação.
E assim, após duas horas “sofridas” a caminhar nestas condições, lá atingimos finalmente Ouguela.

Após a mudança de algum vestuário metemo-nos nos carros e rumámos então para a povoação de Vila Fernando a fim de curar as nossas “maleitas” e esquecer as agruras deste passeio com um bom petisco e um bom vinho numa típica tasca alentejana que nos tinha sido recomendada; a Tasca do Adro!

O concelho foi de facto precioso porque todos os diversos petiscos que provamos se revelaram muito bons!

Desde o queijinho, passando pela farinheira assada, e terminando com uma excelente galinha no forno, tudo regado com um excelente vinho, foi de facto uma festa para o paladar e um consolo para a alma!

Já mais animados saímos então da tasquinha para empreender o regresso a casa nas viaturas.

Face a todos os contratempos encontrados neste passeio a Obeta irá repeti-lo na Primavera do próximo ano, em condições distintas e com um itinerário diferente do que estava previsto para este passeio.

Aguardem pois por mais notícias.

 

 Um abraço a todos,

Paulo Mazzetti