Canoyning na Ribeira do Quelhas (Lousã)

Organização:  Transserrano

Data:  27 e 28 de Janeiro de 2007

Relatório:

 

Caros amigos,


Já combinado há algum tempo, ainda antes da previsão dos intensos frios que se fizeram sentir, um grupo de verdadeiros e corajosos "duros" (eu, a Maria João, o Paulo Mazzetti, a Paula Afonso e a Cláudia) rumámos logo na sexta-feira, dia 26, para Castanheira de Pêra.

Estava previsto partirmos pelas 23 horas já que eu saía tarde do trabalho. A ideia era apanhar a Cláudia na estação de Sete Rios e encontrarmo-nos já no dia seguinte na residencial visto que o Mazzetti partia bem mais cedo.
Como devem calcular, as coisas não correram bem como o previsto e acabou por ser o Mazzetti que, prevendo sair de casa, também pelas 23 horas, apanharia a Cláudia em Sete Rios.

Após uma espera que à nossa amiga deve ter parecido uma eternidade (o ambiente àquela hora junto à estação não deve ter sido o melhor...) lá nos encontrámos todos pela meia-noite...

Chegámos pelas 2.30 e ficámos alojados numa residencial que se distinguiu pelo excelente pequeno-almoço, do mais variado que já vi, fazendo lembrar os pequenos-almoços ingleses.

Na manhã de sábado começámos "bem": um pneu em baixo no Fiesta da João... mas nada disso nos afectou visto estar um lindo dia de Sol apesar do intenso frio.

Para chegar ao inicio da descida da Ribeira do Quelhas, era necessário percorrer uma curta mas dura subida por trilhos algo complicados, em rocha e pedra solta. O percurso ainda se revelou mais difícil porque já íamos equipados com fatos de neoprene de 5 mm de espessura!

Frio? Qual frio? O Mazzetti foi-se despindo enquanto subia e resmungava. Parecia um tomate quando chegámos ao cimo do vale
(nota do webbrowser: não era o único...)

A actividade constava em descer cinco ou seis quedas de água com auxílio de cordas (rapel) e percorrer o rio junto às margens ou, quando tal não era possível, dentro do próprio leito do rio. Só numa ocasião tivemos mesmo que nadar, por não haver pé numa lagoa onde terminava uma das descidas.

Com maior ou menor dificuldade e com a grande paciência do pessoal da Transserrano, lá fomos ultrapassando os obstáculos (a Paula Afonso preferiu apenas assistir), uns mais duros que outros.

Para mim a pior descida foi a 3ª já que, por falta de apoio na rocha, fui forçado a descer debaixo de água que me entrava pelas costas através do pescoço... Brrr!...
Aprendi logo a lição e passei a usar o carapuço de borracha e as luvas! Felizmente, tínhamos o Sol milagroso para nos aquecermos após as descidas em corda.

A parte mais difícil foi talvez uma descida do rio muito apertada em que, por falta de espaço cá em baixo, tínhamos que passar por baixo do monitor que nos fazia a segurança e mergulhar de imediato "num poço". Foi o momento de maior adrenalina. Espectacular!

Terminámos pelas 17.30 já a morrer de fome. Após rápida paragem num cafezito, rumámos à residencial. Banhoca, um pequeno descanso, jantar na Residencial e... Belenenses-Benfica.
Passando à frente, visto não estar interessado em comentar esta parte, (porque será ?) informo que - para espanto de todos os presentes - o Mazzetti conseguiu cumprir o que prometera e bateu à nossa porta pela 8.15 do dia seguinte.

Ajudou-nos a trocar o pneu e, após mais um lauto pequeno-almoço, arrancámos para um passeio misto que incluía "road-book" pela serra da Lousã e caça ao tesouro.

Esta caça ao tesouro consistia na procura de uma Geocache. E foi relativamente fácil de achar graças aos "potentes" GPS da minha pessoa e da Cláudia e aos olhos de lince da João...
(se não fosse ela ainda hoje andarias por lá a tentar encontra-la!  Não haveria GPS que te salvasse...)

Almoçámos na aldeia serrana do Taslanal no restaurante da Ti Lena. Comida muito bem confeccionada mas na minha opinião em pouca quantidade e muito cara !

Depois do almoço continuámos o passeio TT até anoitecer. Infelizmente com o fim da tarde o tempo piorou consideravelmente.

Já de regresso à Lousã - o ponto de partida deste nosso passeio - ainda houve tempo para tomar um último cafezinho antes de efectuarmos entre nós as despedidas, já que cada um ia para um destino diferente

Foi de facto um fim-de-semana muito bem passado: houve tempo para tudo, sem pressas, o que é sempre de louvar. Afinal o frio foi mais suportável do que havíamos previsto...

 

 Saudações radicais,

Orlando Lopes