Caminhadas no Parque Natural da Serra de S.Mamede

Mapa do Parque

Organização:  Obeta

Data: 22 a 23 de Janeiro de 2011

Local: Parque Natural da Serra de São Mamede, Portalegre

Relatório de Actividades:

 

Introdução


O parque Natural da Serra de São Mamede cobre 31.750 hectares, estendendo-se pela serra homónima, abrangendo partes dos concelhos de Arronches, Castelo de Vide, Marvão e Portalegre e fazendo fronteira com Espanha.
É uma zona montanhosa e verdejante, que pouco tem a ver com a ideia que normalmente associamos com o Alentejo.
No interior do parque existem vestígios diversificados e imemoriais da presença humana: gravuras rupestres, como as de Esperança; castelos medievais como o de Alegrete; núcleos urbanos notáveis, como em Marvão ou Castelo de Vide. O domínio romano deixou marcas bem visíveis, sendo de realçar as ruínas da cidade romana de Ammaia, em Aramenha, a dois passos de Marvão. 
Uma rede de calçadas medievais une as principais povoações e desafia os amantes dos passeios a pé. A serra de São Mamede, com 1.025 m de altitude, é o mais importante dos relevos alentejanos.

O parque propriamente dito possui 5 percursos homologados; Carreiras, Esperança, Galegos, Marvão e Reguengo, que se desenrolam perto das localidades que têm aquela designação.

O desafio que nos propusemos a nós mesmos foi conseguir fazer pelo menos 3 daqueles percursos aproveitando um fim-de-semana normal.

E foi com esse espírito aliado à vontade de conhecer bem uma região do país rica em tesouros naturais, paisagísticos e históricos, que nos fizemos à estrada no fim-de-semana de 22 e 23 de Janeiro de 2011.


1º dia (Sábado, 22-1-2011)

O programa começava logo de manhã com uma pequena caminhada de 7 km sobre o percurso de Marvão. Alguns dos participantes tinham viajado de véspera ficando a dormir em Portalegre ou Castelo de Vide. Outros vieram no próprio dia. Mas ás 10.30 da manhã todos se encontraram à entrada da bonita vila medieval de Marvão.

O dia apresentava uma luminosidade cristalina, típica de dias de inverno muito frios, o que era o caso (de facto durante os dois dias que durou este evento, a temperatura máxima registada não passou dos 5º graus positivos!).

Depois de uma breve visita pela localidade, iniciamos então o percurso junto à igreja da Nossa Senhora da Estrela, seguindo a antiga calçada medieval que desce o monte em direcção à vila da Portagem. Neste local tivemos a oportunidade de admirar a famosa ponte que dá o nome à localidade e que em tempos idos serviu de local de cobrança de portagem fronteiriça.

O regresso fez-se pela Fonte do Souto e Abegoa até chegarmos de novo a Marvão, já a tarde se tinha iniciado. 
Após um curto período de descanso, seguimos então para Carreiras nas nossas viaturas, onde demos inicio ao 2º passeio previsto no dia, o percurso com o nome daquela localidade, apresentando uma extensão de 9km.

Parte deste percurso faz-se igualmente por uma antiga estrada medieval, que partindo de Carreiras segue para Nordeste em direcção á Sª. da Penha, acabando por entroncar na estrada secundária que a partir da estrada nacional 246 dá acesso aquela povoação. E foi esse o percurso que seguimos.

O regresso realizou-se por aquela estrada secundária e durante o mesmo tivemos oportunidade de observar um lindíssimo pôr-do-sol.

Após estas 2 caminhadas, que totalizaram 16 km, os participantes seguiram então para os respectivos locais de alojamento, para um descanso merecido e preparação para o jantar. 

Este decorreu em bom ambiente de confraternização no conhecido restaurante “Mil Homens”, uma pérola da gastronomia Alentejana, situada na vila de Portagem.



2º dia (Domingo, 23-1-2011)


Após um bom pequeno-almoço os participantes voltaram-se a reunir para a realização da caminhada prevista para este dia; o percurso dos Galegos, com início e fim na povoação com o mesmo nome e uma extensão de 12 km. O encontro estava marcado logo de manhã naquela povoação.

No inicio do passeio tivemos a oportunidade de observar á saída de Galegos umas “marmitas de gigante”, curioso fenómeno geológico que se deve à erosão provocada ao longo dos séculos pela acção de turbilhões de água sobre o fundo rochoso de antigos leitos de rios e ribeiras.
 O percurso acompanhava a ribeira de Galegos, onde pudemos observar aquele fenómeno.

Ao fim de quilómetro e meio aproximadamente de caminhada chegamos a um local onde a terminava Portugal! Mesmo á nossa frente situava-se um pequena aldeia denominada Fontañera.
A única forma de perceber que aquele local já não se situava em solo Português era a pequena placa indicativa com o nome de Espanha, situada à entrada da povoação!

Nesta aldeia, onde moram menos de 30 pessoas, procuramos então um café para beber algo quente que nos pudesse aquecer, visto a manhã estar muita fria. Mas em vão. Quando já estávamos prestes a desistir eis que um simpático casal de idosos portugueses que ali moram nos convidaram a entrar na sua casa e nos disponibilizaram o tão ansiado cafezinho. Foi um bom momento de hospitalidade e convívio sem dúvida!

O percurso continuou acompanhando ainda durante mais algum tempo a ribeira de Galegos cruzando em seguida o rio Sever para inflectir de seguida para Norte.
O regresso efectuou-se pelas povoações de Ramila e Ponte Velha, após o que o caminho inflectiu para Sudeste, aproximando-se de novo da ribeira de Galegos, até atingir de novo aquela povoação.

Conclusão

Foi um fim-de-semana bem preenchido tendo sido possível cumprir integralmente o programa definido. Ficaram ainda por fazer 2 dos 5 caminhos homologados existentes no parque, nomeadamente os percursos de Esperança e Reguengo.

Contamos regressar em Março ou Abril para fazer estas caminhadas.

 

Saudações radicais

         Paulo Mazzetti