BTT: Ecopistas do Tâmega e Guimarães-Fafe

Abrigo

Começamos por fazer no Sábado a ecopista do Tâmega em toda a sua extensão.
Como iniciamos viagem no próprio dia para o local onde íamos começar o passeio, Arco de Baúlhe, não conseguimos chegar muito cedo aquela localidade.
Tendo começado tarde não conseguimos assim terminar cedo.
Assim, quando algumas horas depois montados nas bicicletas atingimos finalmente o nosso destino em Amarante, já a noite tinha caído há muito tempo.
Felizmente que a partir de Gatão todo o percurso estava iluminado e desta forma não fomos obrigados a interromper a viagem.

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Esta revelou-se aliás bastante agradável com alguns troços proporcionando paisagens espectaculares sobre o rio Tâmega.

Pudemos comprovar que a via está em boas condições, coberta com bom piso betuminoso na maior parte do itinerário, sendo a excepção o troço compreendido entre as estações de Lourido e Chapa, que é em terra batida (ainda), mas mesmo assim bastante rolável.

Pela positiva destacamos o bom estado de algumas infoestruturas ferroviárias, tais como pontes, viadutos e túneis e algumas das principais estações da linha, que foram mantidas ou recuperadas, nomeadamente Arco de Baúlhe (que até possui um pólo museológico importante), Celorico de Basto e Amarante.

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Pela negativa salientamos infelizmente o estado de abandono em que encontramos os edifícios de muitas outras estações, tais como Mondim de Basto, Lourido e Codeçoso entre outras.

Seria importante que as entidades responsáveis (autarquias, CP) se pusessem de acordo quanto ao destino a dar a estas infraestruturas, dotando-as para tal das respectivas condições.
Só deste modo se evitaria a progressiva degradação e vandalização daquele património.

Depois de um bom jantar e de uma noite bem dormida em Amarante partimos no domingo para Fafe a fim de cumprir a 2ª parte do programa; realizar a ecopista que une aquela cidade a Guimarães.

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O dia estava perfeito, com uma luminosidade e uma claridade muito especial, que só existe nos dias de Inverno.

Sabíamos já que o piso da ciclovia era todo betuminoso e que estava em bom estado na maior parte do trajecto, permitindo alcançar boas velocidades. Este facto, aliado á menor extensão da pista levou-nos a decidir realizar o percurso nos dois sentidos.

Começamos assim em Fafe e dirigimo-nos a Mesão Frio, ponto terminal já perto da cidade de Guimarães, tendo regressado pelo mesmo caminho.

Realmente é pena não se ter prolongado a via até ao centro da cidade histórica, o que teria conferido outro interesse a este percurso.
No final do passeio e concluída a logística sempre pesada do arrumo das bicicletas nas viaturas fomos á procura de um restaurante para almoçar.

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A tarde já ia avançada pelo que as probabilidades de encontrar um estabelecimento que nos servisse aquela hora já não eram muito animadoras.
Mas rapidamente descobrimos por acaso um restaurante onde não tivemos qualquer problema em ser servidos.
Tratava-se do “Pinguim”, na travessa do Picoto, na cidade de Guimarães, onde fomos muito bem tratados e que recomendamos aqui.

Terminada a refeição, descansados e de papo cheio, iniciamos então a viagem para Sul em direção a casa, concluindo assim este fim-de-semana de viagem e descoberta de mais algumas boas ecopistas do nosso país.

 

PM